O medo de mudar, a ansiedade diante das incertezas e o excesso de informações estão entre os principais desafios enfrentados pelos empresários na condução de seus negócios. A reflexão foi apresentada por João Rodrigues, criador do movimento ‘Comportamento de Dono’, durante a palestra “O Papel do Dono na Empresa do Futuro”, realizada na manhã desta sexta-feira, 30 de outubro, no 132º Café da Manhã de Negócios da ACSO. Diante de um cenário de constantes transformações, o especialista destacou que a capacidade de evoluir como empresário começa pelo autoconhecimento e pela disposição de rever comportamentos e decisões.
Com mais de 22 anos de atuação no desenvolvimento de líderes e equipes, e experiência em mais de mil empresas mentoradas em três países, João Rodrigues é mestre em Cognição e Linguagem Empresarial, possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e Master em Programação Neurolinguística (PNL). Sua participação no encontro da ACSO trouxe aos empresários uma reflexão sobre a importância de começar a mudança pela própria liderança para preparar as empresas para o futuro.
“Você não quebra os padrões das decisões viciadas por você”, afirmou João Rodrigues, ao provocar os participantes a refletirem sobre a maneira como pensam e conduzem suas empresas. Segundo ele, muitos empresários acabam reproduzindo atitudes e escolhas que limitam o crescimento dos negócios, principalmente quando o medo de perder se torna maior do que a vontade de ganhar. “Aquilo que você está vivendo na empresa é reflexo do que você sente por dentro. O medo de perder fica maior do que a vontade de ganhar. Isso não te deixa tomar as melhores decisões”.
O palestrante enfatizou, também, que enfrentar as mudanças exige olhar para dentro, reconhecer limitações e abandonar padrões que impedem o desenvolvimento. Para ele, o empresário que não dedica atenção ao próprio comportamento corre o risco de se perder no caminho, mesmo diante de oportunidades de crescimento. A transformação empresarial, nessa perspectiva, não depende apenas de estratégias, ferramentas ou novas tecnologias, mas também da postura de quem lidera, da clareza nas escolhas e da capacidade de construir equipes que compartilhem responsabilidades e assumam os resultados do negócio.